Xico Sá

Modos de macho, modinhas de fêmea & outros chabadabadás

 

Campanha pela preservação das dentucinhas

Reencontrei neste sabado a minha prima G., doce priminha, a mais sexy da família, um colosso, jeitinho de Lídia Brondi –quem se lembra da gloriosa atriz (ai bem na foto) de “O beijo no asfalto”?

Festa de casamento, aquela fuzarca no reino dos Sás. Meio Ceará e meio Pernambuco na igreja da zona leste de SP. Miro G. ao longe com os meus dez graus de miopia e astigmatismo.

Passa a noiva, feliz, rumo ao altar, a música arranca lágrimas.

Logo depois que o vigário solta o “na saúde e na doença, na alegria e na tristeza...”, cumprimento a prima G. Ela ainda treme, comovida com o “sim” dos pombinhos.

No creo! Pense na decepção.

G. estava toda certinha, como sempre foi, uma linda, mas havia  “consertado” o melhor da sua anatomia original de fábrica.

Não me contive, desgostoso.

A dentucinha que eu tanto amara havia corrigido o melhor dos seus defeitos.    

 A festa acabou para mim, o jeito foi beber além da conta e dá aqueles típicos vexames que só acontecem em farras de casamento.

Por essas e por outras reviravoltas, é que aproveito para retomar agora mesmo, com todo o vigor, a campanha pela preservação das dentucinhas. Marcha pelas dentucinhas já! 

Estão acabando com essa velha e boa graça do mundo. Não se vê mais uma por ai.

Você pode ficar horas de plantão na avenida Paulista, na praça do Ferreira (Fortaleza), na Conde da Boa Vista (Recife), na Afonso Pena (BH), no calçadão de Copacabana...

Passa boi, passa boiada, mas nada de uma dentucinha para atiçar os olhos e a testosterona.

Em voga nas últimas gerações, a ortodontia aprumou os dentes de todas elas. Maldição dos infernos.

Essa modinha de tudo quanto é arame e aparelho nos dentes não passa mais nunca. E agora não é mais artigo de luxo para crianças e adolescentes de classe média. Empestou de vez o país, em todos os segmentos.

Estão acabando com o charme das dentucinhas. Toda sala de aula tinha sua dentucinha, toda repartição, toda rua, todo clube, todo cabaré, toda casa de tolerância que se prezasse...

Esses milagres da ortodentia limaram uma espécie mais do que graciosa.

Estão acabando com os mais lindos supostos defeitos das mulheres. Já já eliminam de vez o charme das estrias, e todas as mulheres ficam iguais, bundas iguais, peitos do mesmo tamanho, lábios de branquinhas com recheios artificiais para imitar a lindeza da mestiçagem...

Falar em estria, como se constitui num tesão, numa fissura à parte, aquelas listrinhas que parecem as pegadas de Vênus. Talvez eu tenha herdado esse gosto da pornochanchada nacional, do tempo em que as mulheres gostosas eram humanas e fartas. Como Sônia Braga a ser encoxada no lotação, a ceder gostoso no capinzal dos arrabaldes.

Mas o que está em jogo agora, companheiros, é o fim das dentucinhas. Uma lástima, uma tragédia da anatomia brasuca.

Vocês lembram como eram especiais os beijos das dentucinhas? E os dengos orais das dentucinhas? Triste correção.

Procura-se, urgentemente, uma dentucinha. Onde você estiver, apareça, sorria, mande sua foto, o mundo precisa de você.

Escrito por Xico Sá às 20h51

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Em defesa da piriguete, essa incompreendida

Como diria comadre Simone de Beauvoir, não se nasce piriguete, torna-se piriguete.

O termo não consta do Aurélio e muito menos do Aulete.

Mal-falada e ainda não dicionarizada, piriguete ou periguete vem a ser uma mulher como qualquer outra.

Minto. Vem a ser aquele que mete medo nas ditas sérias ou chiques, finas, etc, "seguras", "modernas", "independentes".

A piriguete é uma ameaça real à ordem burguesa e à moral estabelecida.

Mesmo considerando que toda mulher, nem que seja por alguns segundos, pode exercer o piriguetismo a qualquer hora. Por mais que metida, por mais que diga "SOY RYCAAAA!", por mais que acredite no caô e no fla-flu entre civilizãção X barbárie. 

Os romances de Balzac, mesmo os que se passam nas melhores famílias francesas, estão cheio delas. Piriguetè, coquete, linda. Assim como a crônica recente da música dita brega, tudo la mesme choise.

É aquela velha história preconceituosa no último: o nosso sexo é erótico; o dos outros é pornográfico.

A piriguete é a sem estilo, a vulgar, a nova classe C da putaria e da margem.

A piriguete está para o drama geral da vida como a Maria Chuteira para o futebol. O boleiro se revigora nos braços da citada Soccer Mary e, na hora de comemorar o título, só agradece à legítima esposa.

O piriguetismo é a vanguarda de fato do avanço histórico das mulheres. Vai à luta, faz a primavera mais revolucionária. Seja na Líbia de Kadafi ou entre os estudantes chilenos –me gusta los estudiantes en la calle!

A piriguete é tudo que a Valerie Solanas sonhou para a sua vida. Yes, quando publicou “Scum Manifesto –uma proposta para a destruição do sexo masculino” (Conrad editora).

A piriguete tem uma graça, como diz meu amigo Coppola, a camisa pólo azul mais elegante do planeta!

A piriguete é o tipo da mulher que não foi estragada pelos filmes do Bergman.

Não faz fé no processo de sedução burguesa esta nobre menina. Sabe das coisas. Com caras & bocas, mas sem frases filosóficas.

A piriguete avançou nos costumes, nos sexuais essencialmente, sem carecer da escravidão do parque industrial ou dos pescoções de sextas-feiras das redações –para puxar um pouco para o nuestro pequeno mundo jornalístico.

 Piriguetismo é revolução permanente à Mao Tsé-Tung. É a nova China do comportamento universal, se liga.

Só a piriguete salva o mundo da quebradeira moral e do caretismo sem nenhum caráter.

Escrito por Xico Sá às 21h53

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Cuidado: homens se cumprimentando delicadamente

post dedicado a Igor Arcoverde, menino que vi crescer e hoje ama o velho Clint Eastwood

E aí  mermão, fala compay, cumpadi, miserável, vagabundo, istampô-calango, e ai bhother, diz ai febre do rato, falai amizade, mano velho, chegaí lazarento!

Muito engraçado –sim, minha senhorita, pode chamar também de ridículo- como os homens se cumprimentam.

Um dos costumes imutáveis da natureza do macho. Seja em inglês, nordestinês, suburbanês, mineirês ou na língua dos esquimós. É de uma delicadeza de fazer corar o Charles Bronson.

No “Gran Torino”, filmaço do Clint Eastwood, diretor e ator principal, dá uma aula ao seu pequeno pupilo sobre as saudações iniciais nos encontros dos cavalheiros.

De morrer de rir. Ou de “se abrir”, como se diz na minha terra sobre o ato de gargalhar sem culpa ou cerimônia.

Falo da cena da barbearia, que não é capital no enredo mas injeta uma cápsula de testosterona no filme digna dos grandes faroestes.

O durão Walt Kowalski (Clint), veterano da guerra da Coréia, mostra para o adolescente como adentrar o recinto e cumprimentar o barbeiro.

“Seu italiano ladrão de merda” é o mais agradável dos tratamentos que se ouve na pedagogia do velho.

O sr. Walt treina o guri, que entra e sai no estabelecimento, repetindo a lição. O barbeiro responde à altura. “Seu china miserável eu acabou com a sua raça”. Uma onda.

Assim é no dia-a-dia, encontramos um chapa, amigão mesmo, e detonamos.

Temos várias formas de esculhambá-lo carinhosamente: pelo seu lugar de origem, pelo seu time do peito, sexualidade, chifre, tamanho da pança, pouca resistência para a cachaça ou pela donzelice propriamente dita, claro, caso das criaturas que acumulam o queijo do desejo no juízo.

Tudo é motivo para a gozação, o chiste, a pilhéria, a gréia, a fuleiragem social clube propriamente dita.

É, macho, a gente não cresce nunca nesse aspecto.

Neste e em mais uns seiscentos itens da existência. E olhe que não estamos falando daquela perobice do Peter Pan e sua roupinha clorofilada de viagem.

A gente não cresce mas também não tergiversa. Essa lorota da Terra do Nunca ou Jardins de Kensington, sei não, melhor voltar à velha e resistente conversa de barbearia, please.

Quando estamos na frente de algumas damas, amigo, até aliviamos na hora das cordiais saudações. O mais comum, porém, é a selvageria.

 Às vezes não apenas via oral. Tem uns ignorantes que chegam aos bofetes, agarrões na área, rasteiras, gravatas, golpes baixos.

Eu prefiro ainda na base da prosódia molhada, socialmente, com cerveja ou um scotch. Se tiver um leitão ou carneiro assado, eu agradeço a gentileza, mas não carece se preocupar, meu querido, a gente celebra a vida do mesmo jeito.

Agora uma cachaça e um caldinho de sururu, faz favore, e pergunta ao freguês ao lado, rubronegro Felipe Machado, qual foi o resultado do Sport!  

E você, amigo, qual seu cumprimento selvagem predileto? Digai!

Escrito por Xico Sá às 19h41

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O nu artístico e a imoralidade mitológica de Sarney

Nada como um post atrás do outro e um dia no meio de tudo isso.

Com esta postagem inauguramos a série popular "o que tem a ver o cós (ou o cu, como em outra versão mais chula do ditado) com as calças".

Cutuca, velho escriba do Crato, sem mais cretinices e metalinguagens de quinta.

Inspirado na foto acima de Ana Guilhermina, musa perpétua dos mitológicos sertões, bora que bora.

Solta o verbo, alma sebosa! 

Pense:

O governo do Estado do Piauí demitiu esta semana a  professora Wanda Pinheiro Santos.  Motivo alegado: teria promovido uma sessão de nu artístico de um aluno da 7ª série em uma aula prática de História da Arte.

O aluno topou posar por iniciativa própria, em abril do ano passado, em uma escola pública de Luis Correia, no belíssimo litoral piauiense.  Depois de uma longa sindicância, veio a degola de Wanda.

Li e senti firmeza, a versão da professora, no site  Cidadeverde.com., ainda no ano passado. Aqui repito:

"Estava ministrando aula sobre a História da Arte - Mitologia Grega. Sabemos que as esculturas clássicas da arte greco-romano apresentam o nu de forma a transmitir ideais de perfeição do pensamento grego”, disse a moça.

“Perguntei aos nossos alunos se algum deles poderia expor o seu corpo como modelo para que seus colegas pudessem desenhá-lo. Um aluno apresentou-se e, no momento, em que o mesmo retira a blusa e baixa a calça comprida eu dirigi-me para a turma e perguntei  se alguém se sentiria constrangido com tal atividade”, prossegue a mestra.

“ Uma aluna manifestou-se contrária a tal atividade e, imediatamente dirigi-me para a turma e disse-lhes que não faríamos o trabalho, pois estávamos num espaço público e a aluna tinha o direito de não aceitar”, passa a régua a Wanda.

Não teve jeito. Perdeu seu emprego uma professora que me parece além da média, sabedora da disciplina que ministra.

Corta para o Estado vizinho, o Maranhão. Lá vamos nós. 

O senador  José Sarney, R$ 62 mil de cacau público por mês, é flagrado por repórteres da Folha usando abusadamente um helicóptero oficial para fins de flozô, frufru e lazer.

Quem comanda o Maranhão, redunde-se, é a  filha Roseana Sarney.

O helicóptero seria, também oficialmente, para atender doentes graves e ajudar em buscas da polícia. Maranhense desprotegido e precisando é o que não falta. Conheço bem o estadão das coisas.

O que é mais escandaloso:  o quase nu artístico da tentativa pedagógica de mitologia greco-piauiense ou a imoralidade explícita do ex-presidente maranhense?

O que o cós ou o cu  tem a ver com as calças, perguntariam alguns, escorados na comodidade do sábio ditado chulo-popularesco.

Tudo.

São duas ideias distintas de moralidade. Para a professorinha esteticamente bem-intencionada,  o pó de giz da amargura na vista,  a humilhação pública.

Para o Sarney -o honorável, o inimputável, o imortal e o eterno-, o riso cínico dele mesmo e de um bando de político em um jantar, também nesta semana, no palácio do Jaburu, que rima com Curupu, a ilha visitada com o helicóptero maranhense.

Jaburu, Curupu...

A vontade é de emendar com outra rima da mesma sonoridade,  mas como me alerta aqui no Rio o amigo Dicró, o negócio é rimar de um jeito que não dá processo, na manha, na miúda, e deixar tudo muito bem subentendido.

Como dizia meu amigo e poeta Horácio, modus in rebus, segue el juego! 

Escrito por Xico Sá às 17h57

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Grandes momentos do cinema nacional

Mais uma pérola do genial cinema brasileiro na sua fase de paródias dos clássicos americanos. E com direito a Helena Ramos, a musa-mor. Eu vi no Cine Eldorado, rua Santa Luzia, Juazeiro do Norte. E você? Qual a sua pornochanchada predileta?

Escrito por Xico Sá às 13h02

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Qual a melhor frase de Nelson Rodrigues?

Quando Deus ordenou, ainda ali naquela confusão do Gênesis, o primeiro “abre aspas” do universo, citou de cara uma frase de Nelson Rodrigues.

É o maior frasista do mundo e as aspas perseguiam até seus perdigotos, tentando imortalizá-los, tentando não perder nada.

Shakespeare também é do ramo, mas como até sua gente inglesa suspeita da sua existência em carne e osso, fico com o nosso greco-carioca nascido no Recife.

Nesta gloriosa terça-feira, 23, o anjo pornográfico faria 99 anos. É mais um centenário importante que se inaugura para 2012.

E sabe da última? Tio Nelson virou blogueiro. Graças ao esforço da sua filha Sônia, a partir de hoje, aqui neste endereço, o autor de “A Pátria em chuteiras” vai postar espiritualmente. E o melhor: vai rolar muito texto inédito.

É como aquela história do gerente que endoida e, no aniversário da loja, quem ganha o presente é você.

Parabéns Sônia querida!

Agora vamos nós aqui, humildemente, membros da sociedade dos fígados mortos e dos poetas vivíssimos, para o desafio inicial do centenário do amável reacionário!

Atenção, muita atenção, amigos todos, qual a melhor frase de Nelson Rodrigues, ou seja, qual a melhor frase de todos os tempos, uma vez que o cara era melhor que Shakespeare?

Deixo algumas ai abaixo à guisa de degustação. Vixe, perdão, esquece, ele odiaria essa frescura embutida no verbo degustar, tão em voga no bom-gostismo classemedístico.

Vale escolher entre estas e as milhares que estão espalhadas mundo afora. Vale até criar umas novas, desde que no mesmo espírito da boa canalhice.

Ô abre aspas, meu caro Nelson, pois sem ti muitos, principalmente eu, não seríamos nada na crônica. Nem sobre amor, muito menos sobre futebol. Simbora:

“Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível.”

“A companhia de um paulista é a pior forma de solidão”.

“O homem começa a morrer na sua primeira experiência sexual.”

“Só os profetas enxergam o óbvio”.

“Deus prefere os suicidas”.

“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”

“O brasileiro chamado de doutor treme em cima dos sapatos. Seja ele rei ou arquiteto, pau-de-arara, comerciário ou ministro, fica de lábio trêmulo e olho rútilo”.

“Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante”.

“Toda mulher gosta de apanhar. Todas não, só as normais."

"Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo.”

“O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca”.

“Amar é ser fiel a quem nos trai.”

Escrito por Xico Sá às 23h02

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Carta de um pré-socrático ao amigo Magrão

Eita, que susto, Magrão, faz isso não!

Eu aqui no Nordeste cuidando dos meus, como sabe, e, ave, lá vem a má notícia, não tive como não abrir uma cerva para aguentar o suspense, uma, duas, três, pense, um engradado de surpresas, como diz o amigo sobre o futiba!

Pra aguardar o desenrolar dos boletins, os lances de dados que não abolirão o acaso, como bem late aqui agora meu vira-lata de infância, o Marlamé, qualé, la movida existência que pulsa na baixa ou na hipertensão, o sangue, a reza, o espírito nobre que estanca a mais teimosa das hemorragias, vida que segue.

Que susto, rapaz, assim você me mata, só pedindo um helicóptero do plano de saúde que  me salve, porque doendo em ti, carajo, dói no teu irmão aqui também, bem dentro, da forma mais hemorrágica, torácica, lascada, assustadora, no osso como quem guarda uma bala no corpo quando o mundo gela.

Agora falando mais sério ainda, Magrão, mermão, sabia que o beija-flor é o helicóptero de Deus, como falou o tio Nelson Rodrigues?

Ria não, fulero, é de vera.

Magrão, sei que não és Pasquale entonces não vai ligar para o meu cambiamento tratamentoso da segunda pessoa para a terceira, e vice-versa, já era, tu sabe que nosso português é tão matemático como o dois e dois são cinco do rei Roberto.

Magrão, porra, tu adoeceste de sacanagem, só pra matar de trabalho o velho e bom Maza, que me ligou tão aflito, pense como esse cabra te ama!

E o sururu do brother Kajuru, o silêncio nervoso do Cachaça -nosso camarada cosmo-ribeirãopretano-, a pausa do velho Mussa para me dizer o que se passa!

E o Frê, doutor, queria que você visse, mais aflito que uma aeromoça em pânico, dizia, calma, Xico, enquanto eu já achava que tinha dado merda!

Viver é susto, Magrones, amanhã chego por ai, para cantarmos juntos o clássico de Milionário & Zé Rico, aquela nossa versão em portunhol selvagem-carreteiro, nessa longa estrada da existência, como vimos no filme do genial Nelson Pereira dos Santos.

Buera vivendo e num puedemos cessar, Magrão, na esperanza de ser campeón, alcançando em primero lugar.

Vai, Magrão, amacia no peito, rola com elegância esse couro, mas não humilha, puerra, sem retrovisor, velho, chega de brincadeirinha de calcanhar, pra frente é que se anda, viejo, como me diz, como reza a lenda corintiana.

Sim, viu a Gaviões, que loucos, que maloca, faixa linda com seu nome. O resultado do jogo, óbvio, num importa, tu só gosta mesmo é de jogo bonito, seu virtuoso da gota, seu santista de nascença e seu corintiano depois de homem feito. Bonito.

Ah, chega, né, amigo, se continuar nessa pegada já já vira aquele sentimental que sempre chora no teu ombro... E digamos que choro num é o alimento que bem carece agora.

Saudade de homem danada, Magrones, nem tô me reconhecendo, aqui fico, mas amanhã a gente se fala, um beijo pra Kátia e para os teus seis meninos...

Sim, todo mundo aqui, do Recife ao Juazeiro, aproveita para te mandar aquele abraço de quem te ama ao longe da forma mais de perto.

Um beijo, meu amigo, e ainda vamos tirar muita buena onda nessa vidinha que nos cederam! Quem manda!

Escrito por Xico Sá às 21h57

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PERFIL

Xico Sá Xico Sá, 48, escritor e jornalista, colunista da Folha, é autor de “Chabadabadá – As Aventuras do Macho Perdido e da Fêmea que se Acha” e + 10 livros. Na TV, participa dos programas “Cartão Verde” (Cultura) e “Saia Justa” (GNT).


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