Xico Sá

Modos de macho, modinhas de fêmea & outros chabadabadás

 

E da costela de Zé Mayer, Deus recria o homem

Assim como da costela de David Beckhan, Deus fez o metrossexual, agora o Divino Mestre, sempre dadivoso com todas as correntes humanas, tenta refazer, de uma costela mineira de José Mayer, o macho-jurubeba.

O todo-poderoso prestará um grande serviço ao estragado planeta. E ninguém, mais do que o Mayer, teria, no momento, tanta consistência para o bíblico artesanato da recriação, novo Gênesis, caro Robert Crumb.

Pelas barbas do profeta!

Ninguém melhor que o galã de Jaguaraçu -agora com um visual que lembra uma mistura do prezado amigo Afonsinho (grande craque comuna do Botafogo e etc) com o Antônio Conselheiro- para tal missão salvadora da raça. 

Tudo bem, a nova feição do Mayer é a do seu personagem na peça "Um violonista no telhado", em cartaz no Rio. Nunca houve, porém, melhor casamento entre o homem e a ficção do palco -ele ama, com devoção, as suas quatro mulheres. 

E dele Deus tenta refazer o macho de raiz, macho-roots, o bípede catalogado como perdido ou em processo de extinção. Pela sustentabilidade final da terra.

Não está sendo fácil, mas é uma boa e derradeira aposta do Criador, que anda mesmo desgostoso com flexibilidade da macheza e do caráter da sua pioneira criatura.

Vox populi, vox Dei. Sim, a voz do povo é a voz de Deus. Foi preciso o clamor das ruas - de corpo presente e de missas virtuais - para que fosse tomada a providência divina.

Deus tentou também o Peréio, reserva moral testosterônica da humanidade, mas nosso amigo acabou dando tanto trabalho ao Criador que Ele desistiu da costela gaúcha e optou pela matéria prima das mineira.

Bem que o Zubreu, outro herói da resistência em Sete Alagoas e região, havia alertado este lesado cronista, durante uma cabidela de bons cachaceiros na Serra do Rola Moça:

"A salvação da espécie está no Zé Mayer, anota o que estou te dizendo."

Zubreu não argumentava por folclore ou escárnio. Tampouco era uma tentativa de fazer do seu ídolo um Chuck Norris brasileiro. Era simplesmente um discurso pela redenção do macho no seu modelo original de fábrica, assunto permanente nesta távola redonda.

Nostalgia da macheza. O clamor em torno do tiozão revela uma certa nostalgia da macheza. Arrisco a mínima moral do boteco.

Para as meninas de todas as idades, o cara é uma resposta aos vacilos e ao medinho do homem atual sem pegada, na espreita, confuso -"eu tô cafuso", como diria o velho Didi Mocó Sonrisal Mifumo etc.

Toda essa minha lenga-lenga tipo David Cooperfield, queridos sobrinhos, não passa de freudianismo engarrafado, psicanálise de botequim, mas vão por mim, o Mayer é do ramo e Deus há de conseguir restaurar o seu Adão a partir desta costela.

Escrito por Xico Sá às 14h50

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Coisas desagradáveis de se ouvir em SP

 

É, caro Criolo, não existe amor em SP, mas um amorzinho até que acontece, vez por outra. 

Algumas manifestações amorosas ou cordiais, no entanto, seria melhor não ouvi-las. Prefira não, como diz o meu amigo Bartleby. 

O conselho vale para todas as áreas.

No campo da cantada ou da devoção permanente, por exemplo, não dá para se encantar ou levar a sério em SP quando alguém diz, solene:

“Você é o ar que respiro!”

Não é pelo clichê, pois amar é chavão, amar é o lararará de uma velha e batida canção.

Falo pelo ar de SP mesmo. Você é o ar que eu respiro, dito aqui neste pueblo de Piratininga, soa mais como uma ofensa. Haja partículas de carbono e desaforo.

“Você é o ar que eu respiro um cacete”, reagiu a minha amiga W., diante do ajoelhamento de um jovem e cabaço rapaz no “Z Carniceria”. O noviço, assustado, picou a mula.

Outra coisa desagradável de ouvir em SP é o “bom apetite”. Não, não digo apenas para os que estão de regime.

Trato do “bom apetite” que os bandidos têm desejado depois dos assaltos nos restaurantes da cidade. Principalmente na zona oeste.

Maior pânico, aí o bando mascarado, que te levou até a cueca, te deseja “bom apetite” na despedida, ao deixar o recinto.

Você que já estava aterrorizado pelo preço do pratinho fresco, com aquele molhinho de fruta exótica vagabundo, aí vem a cordialidade brasileiríssima dos ladrões para te deixar mais fulo ainda.

Quem manda trocar o pé-sujo pelo bistrô, seu novo classe média de araque!

Brincadeira. Pela moça, principalmente em uma sexta-feira, vale fazer uma graça, vale a luz de vela, vale correr até mesmo o risco, o susto.

Só a gente, o macho, ama chegar em um boteco e o garçom já trazer a mesma bebida e o mesmo acepipe eterno. Esse “o de sempre, amigo?” não soa bem para o delicado ouvido de uma fêmea.

Mulher é surpresa. Mulher ama a novidade, a descoberta, em matéria de bares, restaurantes, saídas.

Outra coisa insuportável é ouvir, em uma mesa, a repercussão dos mesmos tópicos que bombam nas redes sociais da internet. Corra, Lola, corra, é muita criancice.

Não estou defendendo que a gente saia por ai discutindo a Escola de Frankfurt e os seus efeitos no molhinho agridoce da cozinha contemporânea.

Mas saber o que a Sandy pensa sobre sexo anal, na buena, é engraçado só na hora da piada do twitter. Esse papo K&Y tô fora. 

Outra coisa desagradável de se ouvir, e aqui em SP ocorre antes mesmo de você falar seu nome: "O que você faz?"

Um amigo do Recife, ao chegar aqui há uma década, sempre respondia o seguinte: "Eu só faço merda". No caso dele era a mais pura e límpida verdade.

Relevem algumas palavras desagradáveis e bom final de semana a todos, afinal de contas vivemos na babilônia mais festiva da América do Sul.

Escrito por Xico Sá às 13h15

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A saída honrada para um macho perdido

 

Carecemos, nós, os machos ditos perdidos, reiniciar o sistema. O contato bruto com a nossa velha natureza é a salvação do gênero.

Meu amigo Zubreu, por exemplo, legítimo representante de Sete Lagoas e região, outro dia arregaçou as mangas e rebocou uma parede.

Um herói nesses tempos de homens frouxos, o mineiro se sentiu bem mais macho, como relatou, depois do serviço.

É um modelo, na melhor condição de homem-jurubeba, para os metrossexuais e toda a leva de camaradas perdidos no mato sem cachorro ou GPS.

É, amigo, é tanta onda com tal de “crise do macho” -mote de peças, colóquio chique e cafés filosóficos- que este anacrônico sertanejo resolveu lembrar outras  atitudes, além da prática do reboco, capazes de reorientar esta criatura que se julga areado no milharal da existência.

Nada devolve mais a macheza perdida, por exemplo, do que retornar para casa no começo da noite com aquele clássico pacote de pães debaixo do braço.

É nessa hora que um homem se faz homem de verdade e consolida a admiração da cria da sua costela, dos rebentos, da mulher do vizinho etc.

Essa dica é o consenso da Chapada do Araripe, reserva de pterossauros e berço dos varões da família deste cronista.

Não importa se é a patroa a nova provedora do lar.

Deixe ela, toda poderosa e orgulhosa da nova posição social, pagar a escola das crianças, completar o tanque do carro, encher a geladeira, abastecer a despensa e até saldar aquele “pindura” no botequim.

Nada disso envergonha um macho.

Só não abra mão do direito sagrado dos homens de boa vontade: voltar para casa no começo da noite com o dito saco de pães debaixo do braço.

Limpe, amigo, na boa, o cocô-abacate do menino, chore com a cebola roxa cortada, desenvolva os dotes culinários e de corte e costura, passe a cera no piso, dê o brilho, rale a barriga no tanque, rale.

Pouco importa se é ela quem manda mesmo, pouco importa se só lhe resta, tempos modernos, dizer “sim, minha senhora”, “xô, galinha” e “pra dentro, menino”.

Só não deixe escapar, amigo, a oportunidade do eterno retorno com o pão nosso de cada dia a caminho do lar doce lar.

Não, amigo, não deixe essa responsabilidade com a empregada. Não é a mesma coisa. Toma tenência, se liga na simbologia do universo.

Pouco importa se a digníssima, toda executiva, toda trabalhada no azul marinho do seu tailleur, já passou com o carrão na boutique de pães –é assim que chama a gente de bem- e trouxe baguetes e ciabatas para o jantar.

Ainda assim, não se deixe impressionar pela modernidade e submissão.

É importante a imagem pública e o cumprimento do protocolo caseiro. Mesmo que esteja aposentado, finja que precisa ir às ruas e volte com o embrulho debaixo do sovaco.

É um ritual espartano, é a prerrogativa primordial de um homem que honra suas calças.

Falar em calças, amigo, mesmo que já não tenha mais tanta utilidade assim debaixo daquele teto –até para apertar as costas, ela tem um japonês profissa!- evite o processo de pijamização.

Um homem o dia inteiro em pijamas perde de vez o respeito. Fuja também dos moletons, vista-se com a decência do velho tergal vincado de sempre, fale alto nas esquinas, é o que nos resta... Mas sempre com um pacote de pão debaixo do braço.

E você, meu rapaz, e você, minha gazela, têm outras dicas para nos salvar dessa perdição toda? Help!

Escrito por Xico Sá às 16h53

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A cara de cearense e as outras caras

Eu tenho cara de caririense do Crato, cara de cearense, cara de nordestino, cara de gente diferenciada e, segundo o norueguês da recente tragédia, cara de brasileiro disfuncional.

Tenho cara de judeu (como insinuaram em um bar de Beirute, Líbano) e cara de egípcio lóki -quando eu era mais bonitinho, me confundiram em uma taverna da Calle de la Cruz, em Madrid, com um egípcio, repare só, um design egípcio, o Karim Rashid.

Você tem cara de quê? A solene indagação vem a propósito da polêmica provocada pela legítima esposa do diretor global Marcos Paulo, a Antônia Fontenelle.

No twitter, a atriz, na maior cara de pau, respondeu a um texto do crítico Pablo Villaça, do site “Cinema em cena”, com o que ela imagina ser uma ofensa: o rapaz teria cara de cearense. 

A crítica foi sobre o filme do maridão, que dirigiu "Assalto ao Banco Centra", baseado em fatos reais ocorridos, por coincidência, no Ceará.

Pablo Villaça é mineiro, mas poderia ser cearense, com muito orgulho, segundo o próprio.

Poderia ser cearense como a cantora Bjork é cearense, como o escritor John Updike é cearense, como o craque Iniesta (Barcelona) é o maior dos cearenses.

Como o Truman Capote é cearense desde pequenininho, a cara e a voz de cearense de Tracey Thorn, o Nicholas Cage tem muitas poses de cearense e até a Bette Davis, nas suas horas de bondade ou de maldade, foi mega cearense.

Duvidam? Então confiram aqui e agora no blog dos amigos Cearenses Internacionais.

E você, amigo(a), repito, tem cara de quê?

Escrito por Xico Sá às 14h07

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Campanha permanente pela carta de amor

Amy morreu e nós, os muito românticos, não estamos passando muito bem.

A próxima vítima é a letra de mão. A caligrafia. Nos EUA, caminha para o fim. Pelo menos nas escolas já é quase uma defunta. A charge do Jean, hoje na pág. 2 da Folha, diz tudo sobre o assunto.

Não, não me venha com essa de velho nostálgico. A parada é outra. Não confunda nostalgia com romantismo.

A defesa, nesta taverna virtual, é a do discurso amoroso. Seja escrito no tablet ou no papiro.

Mas... como o carteiro acaba de me entregar uma missiva escrita à mão de moça, com direito a beijo de batom junto da assinatura –que boca grande e linda, meu Deus!- não posso deixar de repetir, ad infinitum, uma das minhas campanhas permanentes.

Ô, mr. Postman, pela volta da carta de amor. Urgentemente. A carta escrita à mão, com local de origem, data, saudações, motivos, papel fininho e pautado. 

Debruce a munheca sobre o papiro e faça da tinta da caneta o seu próprio sangue. Agora.

Não temas a breguice, o romantismo, como já disse o velho Pessoa, travestido de Álvaro de Campos, todas cartas de amor são ridículas, e não seriam de amor se ridículas não fossem.

A carta, mesmo com todas as modernidades e invencionices, ainda é o melhor veículo para declarar-se, comunicar afinidades e iniciar um feitio de orações. O meio é a mensagem.

O que você está esperando, vá ali na esquina, compre um belo papel e envelopes, e se devote.

Se tiver alguma rusga, peça perdão por escrito, pois perdão por escrito vale como documento de cartório.

Se o namoro ainda não tiver começado, largue a mão dessas cantadas baratas e curtições facebookianas e atire a garrafa aos mares.

Uma boa carta de amor é irresistível. Vale até copiar aqueles modelos que vêm nos livros. Sele o envelope com a língua, como nas antigas, lamba os selos com devoção, esse pré-beijo de todos os lábios da futura amada.

Às moças é consentido, além dos floreios e da caligrafia mais arrumadinha, a reprodução de um beijo, com batom bem vermelho, ao final, perto da assinatura, como a que recebi agora.

Uma carta, até mesmo de amizade, deixa a gente  comovido, como a que me mandou o Fábio Victor, escriba e amigo do Recife, quando habitava a velha e fria Londres.

Que os amigos,e não apenas os amantes, se correspondam, fazendo dos envelopes no fundo do baú as suas histórias de vida.

Pela volta da carta, que já é por si só uma maneira devota, um tempo que se tira, sem pressa, para dedicar-se a quem se gosta. Pela volta da carta, pois o que se diz numa carta é de outra natureza, é o bem-querer em tom solene.

O que você está esperando, meu amigo, minha amiga, largue esse cronista de lado e debruce-se sobre a escrivaninha. Uma mesa de bar ou de um café também são bons lugares para assentar as suas mal-traçadas linhas.

Corra, Lola, corra. Escreva, meu rapaz, escreva!

Escrito por Xico Sá às 11h20

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Que escritor mudou sua vida?

É muita responsa mudar uma vida. Mas hoje, só por hoje, no dia do escritor, vale a pergunta e algumas mal-traçadas linhas em homenagem a essa categoria maldita.

Acredite, hoje é dia do escritor. Tem dia para tudo nessa terra dadivosa. E, como já perceberam, este blog é meio metido a Almanaque Capivarol em matéria de datas e efemérides. Como aprecio, amigos. Vício adquirido do meu avo João Patriolino, de Exu, Pernambuco.

Nesta data querida, alguns têm mais a comemorar que outros. Paulo Coelho, o mago, por exemplo.

Para o pouco que escrevo fora do ganha-pão jornalístico também não tenho queixas. Como dizia o para-choque do caminhão Fenemê do meu pai, "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho".

Uma casa nos Pirineus, como a do mago, cairia muito bem, mas vamos com calma. "Se Deus é por mim, quem será contra mim" -agora a filosofia da traseira da carroceria do mesmo Fenemê azul paterno dos anos 70.  

Não, a Luíza Brunet ainda não bateu o martelo matrimonial, embora tenha considerado, poeticamente, o meu pedido. Vamos em frente. Lindo.

Sem queixa, meu velho Fante, 2011 não tem sido um ano ruim, acredite. Nesta madruga, por exemplo, botei o ponto final em uma pequena novela que se arrastava há séculos no cocoruto. Ufa.  

E no nosso dia, nobres leitores, a homenagem vai para os bons amigos do ramo e, especialmente, para o nosso clube na cidade de SP. Foi lá que rolou a historinha que se segue. É lá que surgem as devoções e as pornopopéias, creia.

* * *

"Se o macho está perdido, amigo, como se apregoa por ai, não sou eu que vou procurá-lo", bafejou o escriba Marçal Aquino, em animada mesa da nossa taberna lítero-boêmia em São Paulo de Piratininga, a Mercearia São Pedro, Rodésia, número 34, faz favor, ô Mr. Postman.

Claro que o chiste do autor de “Faroestes” rendeu e desabou, graças ao abençoado tonel de Salinas, para uma buena onda digna das páginas mais quentes do cubano Pedro Juan Gutiérrez, que também nos dava a honra àquela noite em que até a lua, tão cândida, expelia garoa de testosterona e macheza.

É, amigo, nunca foi tão difícil ser homem, melhor, nunca foi tão difícil ser macho, para usar a acepção mais apropriada. “Os dilemas são muitos e o meio termo corre sempre o risco de ser mal-compreendido”, bradou algo assim um delicado rapaz de boina cujo batismo me fugiu na ressaca.  

"Pára com isso, meu caro!", atalhou o próprio Aquino.

Continuar sendo o velho e irredutível macho-jurubeba, o macho à válvulas, ou ceder às saudáveis tentações dos metrossexuais e outras vãs modernagens?

"Que pasa?", manifestou-se o Gutiérrez, abusado.

O ideal, para os novos tempos, a voz dos moderados, seria dosar um pouco de macheza à moda antiga com mais cuidado com a aparência, uma guaribada no guarda-roupa, uma cosmética sem exageros... A diplomacia seguiu noite adentro, não me pergunte de que parte dos cavalheiros.

"No pasa nada!", advertiu o bravo Picanha, messiê Paulo de Tarso, que se estranhara com o cubano em uma treta lá qualquer, ave memória, sobre expressões gaulesas.

Nada de ostentar uma bancada de creminhos maior do que a da patroa. “Prefiro não! Assim não dá, camaradas, elas odeiam esse tipo de concorrência”, esperneou o o Reinaldo Moraes, o Reinaldão do já clássico "Pornopopeia".

"Ah, minha gente, um Lancomezinho não tira pedaço", provocou Marcelino Freire.

"Pelas barbas do profeta", disse Terron.

"Marquinhos, uma Germana!", foi tudo que tinha a dizer sobre o assunto o Bressane.

"Ah, eu amo homem cheiroso e bem-cuidado", pôs lenha pra queimar a amada Ivana Arruda Leite.

Mas ai não correríamos o risco de perder a personalidade, a pegada?, indagariam os mais tradicionais, aqueles que nunca se permitiram a nada mais do que um punhado de Minâncora ou banha de peixe-boi da Amazônia sobre uma espinha ou um cravo revoltoso.

Perfume ou cheiro natural de homem?

"En Havana mejor sucio mismo", prossegue dom Gutierrez, pelo que entendi do seu espanhol selvagem.

E tome dilemas noite adentro.

Há quem não admita nada mais além de um Avanço ou Leite de Rosas. Basta.  

Estão vendo como não está sendo fácil ser macho nos tempos modernos?!

"Macho que é macho não fala a expressão tempos modernos", o jab de direita do Marçal de novo. Corta.

Escrito por Xico Sá às 13h07

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PERFIL

Xico Sá Xico Sá, 48, escritor e jornalista, colunista da Folha, é autor de “Chabadabadá – As Aventuras do Macho Perdido e da Fêmea que se Acha” e + 10 livros. Na TV, participa dos programas “Cartão Verde” (Cultura) e “Saia Justa” (GNT).


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