Xico Sá

Modos de macho, modinhas de fêmea & outros chabadabadás

 

Minha primeira vez com Luíza Brunet

Fui ver a Pola Oloixarac no Instituto Moreira Sales, aqui na Flip, Paraty. Confesso que estava empolgado com a mais linda, gostosa e inteligente das argentinas. Estava.

Nem ai pra mim, a Pola desistiu da palestra no IMS. Deprimiu, coitada, ficou no hotel pensando no apaixonante valter hugo mãe, o gajo com quem havia palestrado na tenda oficial da festa.

Confesso, fiquei triste com a ausência da selvagem escritora de Buenos Aires. Mas nem deu tempo sofrer direito. Lá veio o abençoado Flávio Moura e me apresenta a maior filosofia de consolação da vida. Sim, ela, uma das mulheres mais homenageadas platonicamente por este pecador que vos fala.

Vem cá, Luiza. No creio, amigo. Luiza Brunet, com beijo e tudo. Que musa, que deusa, que poderosa, um incêndio no paiol da minha pobre testosterona envelhecida em barris de aroeira.

O bom Flávio Pinheiro, na noite de generosos Flávios, prestou solidariedade ao comovido o homem do Crato. Sentiu o meu drama.

Eu ouvia cada nota emitida pelos pulmões da Luiza. Cada respiro, cada vocábulo, cada mudança de plano dos seus lindos olhos dentro dos meus. Tomávamos café e era o melhor café do Brasil.

Fiquei nervoso demais, minha gente, um vexame, e o meu “tudo bem?” saiu como um orgasmo precoce, perdoa-me Luíza.

Dali por diante, pra quê livro, pra quê literatura, pra quê Flip, pra quê neurociência, meu caro e querido Miguel Nicodelis.

Pra quê arte, meu velho Teixeira Coelho?

Só é possível filosofar em brunês, colega colunista Luiz Felipe Pondé.

Vem cá, Luíza, você foi a minha Flip, a minha festa, uma parte mui importante desta pequena vida.

Luíza, teus pulmões cantam uma linda canção em versos e respiros. És a alegria dos vivos, Luíza.

Vem cá, Luíza, eu queria até o pior do que você fosse capaz de fazer com um homem. Amaria até teus dias de fúria, tua falta de vontade comigo, tuas elipses de amor e desejo.

Sim, confesso que fiquei um pouquinho, só um pouquim de nada, com ciúmes do Ancelmo Gois, bem mais íntimo de ti, mas já passou, meu bem, meu colosso

Luíza, aquele café mirando os teus olhos foi inesquecível. Um presente dos deuses e dos Flávios do mundo todo. Como fui feliz e te levei, como sempre, para dentro dos meus sonhos quentes.

Escrito por Xico Sá às 19h58

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Dez razões para fazer da Flip uma festa

 

 

 

Como diria Tim Maia, me dê motivos. Então toma, amigo, amiga:

 

 

1)    Chamar uma argentina de gostosa, quando ela é realmente linda e gostosa, vale qualquer esforço. Para completar, ainda é muito inteligente. Como se não bastasse, ainda escreve bem para carajo, amigo. Hablo de Pola Oloixarac e suas teorias selvagens, convidada da festa literária.

 

 

2)    Esqueça por um momento os escritores. Eles são melhores nos livros. Pegue um pequeno barco com a sua amada ou amado e atraque na primeira ilha; peça uma cerveja ou um vinho e ame, desesperadamente, como todo homem ilhado que confunde continente e conteúdo.

 

 

3)    Se tudo der errado, tente descolar o acesso às festas das editoras. Continua sendo o melhor jeito de beber e comer de graça na mais cara das tertúlias literárias do país.

 

 

4)    Não perca o sarau real na casa do dom Joãozinho. Tem a melhor das cachaças, oferecida pelo generoso herdeiro do trono, e algumas atrizes costumam exagerar eroticamente nas performances durante a mais bilaquiana das leituras, ora direis, ouvir estrelas.

 

 

5)    Paraty é o melhor lugar do mundo para ficar bêbado e o pior de todos para um desequilibrado chegar do bar aos hotéis e pousadas. Não pela distância. Falo da educação das pedras. Um calçamento que realmente não favorece os bebuns, sejam  literatos, grandes leitores ou analfabetos. Na queda todos somos burros ou autodidatas.

 

 

6)    Apostemos em João Ubaldo, que não bebe mais e que demorou a aceitar o convite, como a melhor das palestras.  

 

 

7)    O maior escritor do Brasil hoje não está por aqui, em Paraty, mas hão de descobrir: Bruno Azevêdo, endereço desconhecido, só digo que a praça é São Luiz do Maranhão, tenho dito. Perpetrou, entre outros,  “O Monstro Souza”, editado à própria custa, claro.

 

 

8)    O chapéu Panamá é item indispensável. Vale para escritores brasileiros e estrangeiros perdidos no Paraíso. É um mar de poses. Vista de cima, Paraty, nesse momento, lembra Juazeiro do Padim Ciço durante as romarias, um oceano de chapéus de palha.  

 

 

9)    Agora falando sério: pegue um desses bares periféricos com telão da Flip, peça uma cerva ou um vinho, e esqueça, mais ou menos, essa bagunça toda.

 

10) Celebre Oswald de Andrade, o homenageado desse ano, justo quando a cidade de SP, a dele, passa por um momento muito careta e proibidona, com um prefeito tentando, a todo custo, acabar com o que há de mais sagrado: a noite babilônica.

Escrito por Xico Sá às 02h17

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O homem é um prato que se come frio

 

Leitores me pedem para ilustrar melhor o propalado avanço feminino, mote constante aqui do blog, no terreno sexual propriamente dito. Donde lembro da narrativa de uma amiga de vanguarda, lindíssima paulistana, a M.Y., que relatou a seguinte situação. Leiam e julguem, se possível, o caso da moça.

Pois é, a deusa M.Y, em suas botas à Valentina, se especializou em pegar aquele tipo de homem noturno e boêmio que não economiza nos tragos e, invariavelmente, retorna para o rancho sem condições técnicas para a conjunção carnal ou qualquer abofelamento que possa se chamar de sexo.

São os melhores, ela prega: a excelência, o suprassumo, o filé em matéria de abate e diversão em tempos modernos. A este ser avulso e simpático que faz a ronda dos bares deu-se o batismo de homem-tupperware.

A desalmada M.Y., típica predadora do ciclo do macho perdido, nos explica a terminologia adotada no folclore baladeiro: trata-se do sujeito que a gente guarda no final da noite para comer na manhã seguinte.

O homem-tupperware, ela diz, com toda a sinceridade desse mundo, é o novissimo Casanova, um monstro na cama, um demônio, desde que seja respeitado no seu intocável estado de porre.

Ele desperta com a fúria dos grandes e imbatíveis amantes, relata a moça, ainda com os lábios febris a derreter o gloss da tara e do desejo.

O macho desse gênero é uma dócil criatura que não dá quase trabalho, prossegue a bela afilhada de Balzac, um mulherão para 300 talheres.

Segundo M.Y., esse tipinho de homem se encontra ali na faixa dos 40 ou mais, já foi casado ou se trata de um solteiro convicto e não vai grudar na barra da sua saia como faria um imaturo homem mais jovem.

O sujeito que se guarda como a um bom fiambre no tupperware, reforça a amiga, é um homem quase perfeito: apaga assim que deita na cama, portanto não corre o risco de desfiar besteiras ou tecer falsas promessas.

É praticamente um homem sem mentiras, o que se torna um épico em se tratando da raça, diz M.Y., com mais uma demão nas suas peculiares tintas do exagero.

A criatura do gênero nem sempre percebe a sua condição de presa guardada para o abate matinal.

 A não ser os profissionais do ramo, figuras menos machistas que flanam pela noite com o desapego e o lirismo de um poeta do século XIX. Estes adoram e ainda fazem sonetos, com odes ao acaso, enquanto a predadora ingere sua inocente tigelinha de iogurte com cereais.

Para M.Y., é bom que se frise, pouco importa se o tal sujeito tem pendores românticos ou não passa de um tosco que usa apenas 10 por cento da cabeça animal.

O que vale é a serventia da presa, ri a desgraçada, enquanto mapeia a geografia boêmia para os próximos ataques como um tubarão recifense que mira as canelas dos surfistas mais cevadinhos de Boa Viagem.

Sim, a amiga especialista reconhece: com a lei seca no volante diminuiu um pouquinho, um pouquinho de nada mesmo, o número de homem-tupperware dando sopa nos bares e botecos.

Esse tipo de macho, além de prevenido, tem uma confiança danada no próprio taco –já sai de casa dando como certa a carona do bonde chamado desejo.

Escrito por Xico Sá às 18h57

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Finas maneiras para gente grossa (I)

(Ou a Arte da boa conversa)

Ainda comovido e abestalhado com a leitura de “Chá das Cinco com Aristóteles” (Lacerda Editora, Rio, 1999, disponível apenas nos bons sebos do ramo), este cronista tenta decifrar a arte da boa conversa -como a do nosso amigo ai da foto com o Drummond-, a prosa aparentemente à toa, o nobre exercício de se jogar conversa fora.

Sem cerimônia, na maior cara de pau, fizemos uma livre adaptação das dicas de Aristóteles para os tempos atuais, levando em conta a realidade mais relax e o social samba clube dos tristes trópicos.

Como a arte da boa conversa está cada vez mais em baixa, prometemos, a partir desse arrazoado, um madureza ginasial completo sobre o tema. Você também pode, e deve, contribuir, amigo, deixando ai sua dica.

É triste a ausência de prosa ou a falta de traquejo de muitos por ai.

 Somente às grandes mulheres é permitido uma prosódia marcada por elipses preguiçosas (intervalos para cafunés) ou até mesmo o sábio silêncio, quando metidas em náusea ou tédio bem particulares.

“A este falta café”. Assim os espanhóis do tempo de Mariano José de Larra (o maior articulista de costumbres de Espanha, séc. XIX) reclamavam dos ruins de papo, atribuindo a culpa à ausência do hábito de frequentar rodas de bares e cafés de Madri.

É realmente no vinho, na cerveja ou na aguardente entre os amigos (ou adversários cordiais), que adquirimos tal arte. Ao nosso breve manual, pois:

1) Um ligeiro gaguejar pode até oferecer um entusiasmo peculiar à conversa, ampliando o suspense nas suas boas palavras.

2) Evite dizer, é deveras irritante, o tempo todo apenas a expressão: “Exatamente!, exatamente!!”

3) Nunca diga “não tenho nada contra isso, mas...” Adversativa imperdoável.

4) Nunca diga “no meu tempo...”

5) Nunca termine uma sentença com um inescrupuloso “você não acha?”

6) Evite o samba-exaltação na linha “encantador, encantador!”. Murmúrio de pseudo-artista.

7) Nunca seja escrupolosamente sincero ao ponto de questionar cada fato e corrigir qualquer impropriedade.

8) O mentiroso de qualquer espécie sabe que a recreação, e não a instrução, é a alma da conversa e acaba sendo muito mais civilizado do que o cabeça-dura que fica alardeando sua desconfiança em relação a uma história que é contada apenas para entreter a plateia.

9) Evite as citações ad infinitum. Prefira o naturalismo-realista e conte histórias ou situações do seu próprio cunhado safado, da sobrinha tentadora, da vizinha do 204 etc.

10) Não conte filmes.

11) Muito menos sonhos. Interpretá-los em público, nem pensar, meu caro.

12) Não demonstre o seu cabacismo tecnológico, de modo a exaltar qualquer nova geringonça ou novidadismo do gênero, como os benefícios do Twitter, por exemplo, no seu trabalho.

13) Prefira a superfície bem fundamentada ao obscurantismo das teses ditas profundas -nota de rodapé em mesa de botequim é um desperdício.

14) Em caso de desconhecidos na mesa, não faça a maldita pergunta "o que você faz" logo nos primeiros goles.

15) Nunca se exalte demais diante de uma mulher bonita e gostosa ao ponto de querer discutir Machado de Assis, Osman Lins, Murilo Rubião, Faulkner ou Hemingway com ela nos primeiros cinco minutos de conversa. Mesmo que agora em um bar de Paraty, durante a Flip.

Deixe você também as suas dicas para este blogueiro de boas maneiras!

Escrito por Xico Sá às 15h13

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Pelo sagrado e humano direito a broxar

Noite gelada, noite para herois e destemidas, SP, interior, noite/madruga de inverno, noite de julho.

Gazelas insinuantes aproveitam as nuvens de testosterona que estão no fundo das verdades encobertas pela fumaça que vem das falas e bocas do frio dos bares e distribuem folhetos contra a “disfunção erétil”.

Leia-se a  velha e humaníssima brochada ou broxada, amigo, valem as duas grafias, na buena, reza o dicionário e acontece nas melhores famílias reais do Crato.

As gostosas adentram o ambiente. Uma piadinha bêbada aqui, uma cantada grosseira acolá, e lá seguem as moças na pregação cívico-priápica.

O panfletinho do marketing azulado nem toca no nome da pílula milagrosa. Nem carece, só no subliminar esquema novo.

Mal as fofoletes adentram o botequim da Vila Madalena e a nossa mesa, composta por um bando de cabra safado, ataca de “Capim Novo”, o clássico da disfunção erétil de todos os tempos: “Esse negócio de dizer que droga nova/ muita gente diz que aprova/ mas a prática desmentiu...”

Nossa canção de protesto toma conta do ambiente. Um belo fuzuê.

“O doutor disse/ que o problema é psicológico/ não é nada fisiológico/ele até me garantiu...”, emendamos. “Certo mesmo é o ditado do povo/ pra cavalo velho/ o remédio é capim novo”.

A música de Luiz Gonzaga e José Clementino toca fogo na noite, longe, muito longe das fogueiras juninas, dos exus, cratos,  santanas dos cariris, nova-olindas, juazeiros, salgueiros, serras talhadas, florestas dos navios, petrolinas, minha geografia afetiva. 

Nem Ailton, um dos melhores garçons de todas as galáxias, se aguenta. O homem de Cupira, Pernambuco, emenda também no tema.

Pianinho, pianinho, como dizia Benito de Paula. Silêncio no ambiente. Aí começa um debate de altíssimo nível. Com participação das gazelas, dos garçons, do tirador de chope, do flanelinha, assembleia geral e permanente como no poder chinês.

Este mal-diagramado que vos sopra o cangote soltou uma tese na mesa, que teve seus contestadores, mas acabou vingando de alguma forma: pelo direito sagrado à broxada.

Pelo direito de falhar, pelo direito de ouvir um lindo “relaxa, meu bem, isso acontece até com o Peréio e o Michael Douglas, eu te garanto.”

Tempos chatos estes da felicidade química a qualquer custo. Como diz W., uma amiga curitibana, linda afilhada de Balzac, hoje em dia as mulheres não sabem mesmo se são o motivo daquele sexo inspirado ou se tudo não passa de mais um milagre da pílula.

Acabou aquele suspense, hitchcockianismo do amor, diante da possibilidade de um retumbante fracasso na cama. Acabou o orgulho da moça em fazer funcionar algo aparentemente leso e morto.

Com as tais das drogas novas, o camarada é capaz de ficar excitado até num velório. Morte de parente próximo. Qualquer coisa que se bula é motivo para o assanhamento mais íntimo. Um desassossego dos diabos.

Esse paraíso artificial só faz sentido para os bons velhinhos. As autoridades poderiam até distribuir umas drágeas por ocasião do pagamento das aposentadorias.

Seria o fim geral do fastio. Nada de “vovô viu a uva”. Coisa das antigas. “Vovô viu o Viagra”. Esta sim seria a nova e bela aliteração didática das cartilhas infantis.

Escrito por Xico Sá às 20h27

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Cuidado frágil: o homem está perdido

Diante dos últimos estudos científicos, arrazoados econômicos e observações particularíssimas, creio só nos restar uma saída: a retomada  da nossa vocação medieval e agropastoril. A saída está no campo, nas montanhas ou no brejo propriamente dito.

É tudo que sobrou para a rastejante criatura do sexo masculino no século XXI. É, amigo, faça como este cronista, comece a comprar  também o seu pequeno rebanho de bodes e cabras. Os sinais da nossa falência como seres modernos partem de todas as fontes e disciplinas.

O economista e jornalista Reihan Salamd, em texto para a revista Forbes já solta o rojão apocalíptico:

“Podemos dizer agora, sem medo de errar, que o legado mais duradouro da atual crise financeira não será o fim de Wall Street. Não será o fim das finanças, e não será também o fim do capitalismo. Essas ideias e instituições sobreviverão. O que não sobreviverá é o macho”.

Segundo o norte-americano, de apenas 29 anos e uma fortuna no banco, a crise internacional encerrou definitivamente o domínio sobre a fêmea. A tese do moço: até o fim do ano, 28 milhões de homens perderão o emprego e em conseqüência do baque psíquico estarão mais frágeis e infelizes.

Não é à toa, diz ele, que na blogosfera de finanças e economia, a situação é chamada de “he-cession”,  um trocadilho em inglês para definir o peso do mundo sobre os ombros masculinos.

Para justificar o seu mote catastrófico, Salamd cita estudos que mostram como a cabeçorra do marmanjo é mais afetada por uma demissão do que a mente feminina.

E além disso, mulher, tem outra coisa, de acordo com o mesmo teórico: boa parte da ajuda dos governos para as instituições está indo para setores dominados pelas meninas –saúde, educação e serviços sociais.

É, amigo, a falência do mundo é masculina e muitas mulheres têm sido eleitas ou  nomeadas, tanto na política como na economia, em repúdio às barbeiragens dos canalhas.

Repare no caso da Islândia, país varrido pela quebradeira global, que escolheu para o seu projeto de reconstrução a primeira-ministra Johanna Sigurdardottir,  pioneira como grande líder declaradamente lésbica.

O homem lesou e a mulher vai mesmo tomar conta do mundo. No atacado e no varejo. Observe como em qualquer serviço as moças resolvem com mais rapidez e competência.

Fiquei impressionado outro dia, na recepção de um hotel em Santos, por ocasião do evento Tarrafa Literária, como o macho virou uma bobina, qual um carretel de cacimba de tão enrolado a criatura.

Era apenas um check in, amigo, um simples procedimento de hotelaria, mas quem disse que o rapaz decifrava as coisas?! Bastou chegar uma simpática mocinha e,pá, com dois toques no sistema, mostrou quão simples era tudo.

Sim, é somente uma cena boba pinçada do dia-a-dia, porém diz muito. Nem preciso falar que o representante do sexo masculino tem inclusive mais tempo de casa do que a senhorita. Seria espezinhar demais a nossa trupe.

Nas escolas, então, milhares de pesquisas, aqui e na Europa, revelam como as meninas dão couro nos homens, incapazes de interpretar um texto.

É, amigo, nos restam as atividades agropecuárias e as trincheiras das guerras, velhas práticas dos selvagens. Os machões dançaram, caríssimo Norman Mailer!

Escrito por Xico Sá às 17h01

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PERFIL

Xico Sá Xico Sá, 48, escritor e jornalista, colunista da Folha, é autor de “Chabadabadá – As Aventuras do Macho Perdido e da Fêmea que se Acha” e + 10 livros. Na TV, participa dos programas “Cartão Verde” (Cultura) e “Saia Justa” (GNT).


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