Xico Sá

Modos de macho, modinhas de fêmea & outros chabadabadás

 

JORNAL NACIONAL DO AMOR

 

 

Ali nas primeiras horas da noite, bate aquela necessidade física inadiável de contar como foi o dia. Contar e ao mesmo tempo receber notícias tuas. 

 

Seja um épico, um feito memorável, seja uma coisa à toa, um carro na poça que quase te molha todinha, um chato que te pegou para Cristo, um chefe maluco, os comentários sobre o tempo, ainda bem que choveu, meu bem, a noite está ótima para tomar um vinho, para dizer aquelas coisas que não se dizem para qualquer uma. 

 

Sobe a vinheta, sonoplasta, é o Jornal Nacional do Amor que começa agora, uma dos momentos nobres de ter alguém na vida, conta lá que eu conto cá, e haja narrativas. 

 

Ter alguém para contar seu dia é melhor que sexo, melhor que costelinha de porco, melhor que lamber os beiços com o galetinho-gloss da tevê de cachorro, melhor que doce de leite, melhor que sarapatel, é tão bom que empata com carne de bode ou feijoada completa, mas só vale com os pés e as orelhas, nada dessa enganaçãozinha light que se come nas melhores famílias.  

 

Contar para um amigo é diferente, contar para um irmão é outra história, contar para a vizinha é roubada, contar só serve, amigo, se for à boquinha da noite, e se for para a mulher que habita, sem pagar prestações, sem aluguel ou fiança, a Cohab, o BNH, o conjunto do Mirandão no Crato, o Alfredo Bandeira no Recife ou a quitinete metropolitana dos nossos pobres corazones. 

 

O Jornal Nacional do Amor não tem mentiras de graça, somente mentiras sinceras, aquelas que melhoram as coisas, que levantam a bola, que restauram a lua de mel no auge de Canoa Quebrada, com aquele céu de Bilac, ora direis, aquela cachaça, sustança, e os lençóis de cambraia bordados, letras barrocas, “até que a morte vos separem”. 

 

Na alegria ou na tristeza, contar o dia é a melhor das artes de estar juntos. 

 

Do amor e suas leseiras incríveis, suas breguices, porque todo amor é brega assim como todas as cartas amorosas são ridículas; só os cults e metidos não amam, não aprenderam nem mesmo com os brutos de Shane e de outros belos faroestes. 

 

Do amor, seu Sthendal, nós nunca enchemos a barriga.

  

Eita fome de viver da gota, eita Jequitinhonha da existência. 

 

 Ai, amor, estou tão cansada, meio enjoada, acho que vou menstruar”, ela diz, bem linda, ainda na rua, “você me agüenta mesmo assim?”, ela completa.

 

No que o mancebo responde com um lindo plágio da Legião Urbana: “Você me conta como foi seu dia/ E a gente diz um p'ro outro:/ - Estou com sono, vamos dormir!”

 

Contar sempre, porque até nossos silêncios dentro de casa deixam ecos que viram legendas para sonhos de amanteigadas manhãs com ressaca e  croiassant.

Escrito por Xico Sá às 15h44

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Breve panfleto contra o casamento

"Se casamento fosse bom, não precisava testemunha, pra que padre, pra que juíz, se o que faz a gente ser feliz é amar, amar, amar... Amor não faz mal a ninguém."

 

Cantarolo ai, mal e abestalhadamente, alguns versos de um antigo forró do genial Trio Nordestino, para entrar de sola, como se diz no futebol, em um tema que incomoda feito pulga ou carrapato em orelha de cãozinho de madame: a exploração da indústria do casamento. 

 

Nada contra o enlace dos pombinhos, é lindo, é sonho, só deixo aqui, à guisa de puxão de orelha e beliscão pedagógico, um alerta, diante de uma prima macabéica que vai gastar o que tem e o que não tem em um casório. Se liga, princesinha do Crato.

 

Como ia dizendo, nada contra o enlacea dos pombinhos, aquele vestido branco, o atraso da noiva, as piadas dos amigos com o noivo, o cunhado bêbado bolindo com as moças, bouquet para o alto, as coroas aos tapas, as coroas com a humanissima inveja que rói as vestes qual o rato roía as roupas do rei de Roma, as coroas em fuga dos seus caritós, as coroas à beira de um ataque de nervos como as Carmens Mauras... 

 

Ai vai todo mundo para casa... Fim de festa, aquela bangunça, uns parentes intrigados por passar na cara uns dos outros “umas verdades” encobertas que careciam de umas canjibrinas, umas doses a mais etc.  

 

Fim de festa e o o noivo e a noiva, meu Deus, nem podem ir para um hotelzinho barato lá em Poços de Caldas, um chalezinho em São José da Coroa Grande, Guaramiranga, Ubajara... Sim, passa a régua, estão entregues, na bacia das almas, às prestações, às dívidas, ao crediário. Pense em uma ressaca cheia de cálculos. 

 

Foram fazer bonito para os convidados, parentes e amigos e agora, no noves fora zero da tabuada, o saldo é vermelhíssimo. Pior, amigo noivo, é que ainda sairam falando. Não gostaram dos salgados, como lhe contou aquela prima ranzinza e seca de tão ruim, só o couro, o cabelão de crente e os ossos. 

 

Deixa pra lá, amigo, o importante é que foi bonita a festa, pá, e não tem mais jeito. Não poderia deixar uma data nobre passar em branco, celebrare, celebrare, celebrare. Não está mais aqui o cronista cri-cri para lhe ampliar a ressaca. 

 

O problema, distinto noiva e respeitável noiva, é que ninguém casa mais de um jeito simples. Todo mundo cai no conto do bufê, dos salgadinhos padronizados e sem gosto, da filmadora, do álbum nada familiar, dos carrões, das carruagens, da transmissão pela internet (a nova modinha é essa) e de outros tantos pacotes completos. 

 

Outro dia, aqui em SP, vi uma tal de Expo Noiva, feira milionária que mostra o que se transformou uma cerimônia. Os números que saem de lá assustam qualquer barão. Estima-se que os pombinhos torram pelo menos R$ 8 bilhões por ano nos seus enlaces no Brasi. 

 

Não quero provocar a ira santa dos bispos e pastores e recomendar que se ajuntem, se amancebem, se amiguem, grudem as costelas e sejam felizes até o eterno enquanto dure. Só não precisa é cair no conto do vigário das cerimônias caríssimas, ainda mais agora depois do casório real que influenciará um bocado de gente besta.  

 

Amigo noivo, engorde umas galinhas, uns capões, um porco, um cabrito e estamos conversados. Acordar devendo em plena lua de mel é a pior das traições, é como ser corno de si mesmo. Amém e até a próxima.

Escrito por Xico Sá às 13h19

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Corvo Edgar vai ao cabaré e urubu festeja

 

A patroa foi ao cinema e depois pra rua Augusta com o amigo gay -será?- e até agora, meia noite, não voltou a desalmada!. Mas quem manda gastar toda essa tara ludopédica e ficar vendo Grêmio Prudente x Ceará feito um lóki!?

Bem feito. “Já faz por merecer uma bola nas costas há tempos”, grasna o corvo Edgar, minha estimada ave agourenta, especialista em secar os grandes contra os pequenos. Sem êxito nesta superquarta de futiba. Fracasso, fracasso, fracasso afinal.

Edgar concentrou suas forças em tirar o Flamengo da Copa do Brasil. Enviado especial ao estádio Domingão, em Horizonte, no Siriará (nome de origem do Estado) querido, preferiu pousar em um “cabarezim” na praia de Iracema, em Fortaleza mesmo.

Entretido com as virgens dos lábios de aluguel, desistiu do serviço sujo: Urubu, o velho Ubaldo personagem do Henfil, 3 x 0 Galo do Tabuleiro. Lazarento. Não vale os farelos que come.

A patroa tem razão no seu exílio cinematográfico e baladeiro. Tudo começou à tarde, com Real x Barça. O inimigo do Rei aqui, óbvio, secando o time do Zé Marrentinho. Chupa, família real espanhola. Lionel (Brizola) Messi 2 x0.

Não podemos deixar de registrar, porém, a pérola do Ronaldo, Fênomeno, comentando a peleja para a Globo: "Eu agrego com algo de conteúdo", disse R9, creia. Filósofo! O bravo Milton Leite bem que poderia ter sacado o seu chacoalhante “que beleeezaaa!” 

O que será que a minha doce, fofa e meiga mulherzinha está aprontando?

Saiu com o amigo gay mesmo, bela desculpa? Ou estará a essa altura num daqueles motéis das marginais, piscina na cobertura,  sujeita a ser  flagrada até pelo helicóptero do comandante Hamilton?

O que acha, Datena?

Dane-se. Prudente e Ceará em campo. 19h30. Mal começa, frangaço lindo, no day after do Dia do Goleiro –sim, no Brasil se comemora até dia da profissão mais maldita do que puta em país fundamentalista. 

O Vovô passou bonito: 1x2. É o meu favorito a papar a Copa do BR. O São Paulo, que bateu o Goiás no jogo noturno da Vênus Platinada -ignora pateticamente a Libertadores!- que se guarde.

Enquanto isso o corvo entorna mais uma com Glorinha, quenga do Crato agora a serviço de boate da moda em Fortaleza. Esquece o jogo para o qual havia sido escalado. Luxa faz as unhas e agradece. 

Mengo, quase campeão carioca, segue tentando ganhar o certame alencarino, muito mais suado e difícil. Agora pega o Ceará na curva. Aposto um engradado no alvinegro.

O Santos jogou o phyno, arrojado, sem levar gols, salve o Exu tranca-rua do Muricy, mas bem que poderia ter feito o segundo. 1x0 foi pouco. Que a feitiçaria mexicana do América não role no embate da volta.

Mas o favoritíssimo a beber a água que passarinho não bebe no caneco é a raposa mineira. No passa nada. Engoliu até o Once Caldas lá fora: 1x2. O Grêmio, Imortal, teria morrido de véspera no Olímpico?

O Inter do Carpinejar e do Falcão joga hoje. O Flu, heróico, idem, para o deleite do Gravatinha e do Nelson Rodrigues.

Tudo bem, mas cadê a santa deste lar doce lar?

Foi vista pela última vez na calçada do Charme, na descida da Augusta. Tomara que não desça para o Ecléticos, o bar da Iggy Pop galega. O jeito é tentar encontrá-la, antes que seja tarde. Eu mereço. Buenas noche, buenas madruga, buenos dia.

Escrito por Xico Sá às 00h45

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Deu a louca no WC: o fim da inveja do pênis

Alvíssaras, meus camaradas! As mulheres estão, cada vez mais, fazendo xixi em pé. Inicialmente graças a um dispositivo, semelhante a um funil, que foi posto na praça originalmente para pessoas enfermas com dificuldade de sentar ao trono.

Daí a ser usado em banheiros sujos de botequins, nos malditos banheiros químicos, descampados, festivais e micaretas, foi uma evolução natural e rapidíssima do gênero. Como avançam! A falta de WC´s públicos –raríssimos em todo o país- ampliou ainda mais a prática.

Pronto, com a nova modinha de fêmea, igualam-se definitivamente a nosotros, cavalheiros, eliminando de vez a clássica e freudiana inveja do pênis. Estar apertado e não poder comungar do mesmo alívio que os marmanjos era realmente algo muito idade média para o sexo feminino.

Foi no frufru das redes sociais que tomei conhecimento do uso do “Go girl”, como é chamado o sensível funilzinho cor de rosa. O amigo @AltinoMachado, de Rio Branco, no Acre, comentava: “Vibrante, minha amiga abre a bolsa e exibe como se fosse um troféu o dispositivo que comprou para fazer xixi em pé.”

Rápida apuração entre gazelas, amigas e conhecidas, pimba, vi que este cronista de costumes estava por fora, na vanguarda do atraso. O xixi em pé é uma realidade. Muito bem, elas merecem.

Sempre irônica ou farsesca, a história nos apronta o contrário em terras geladas de loiras calientes, como a Suécia e a Dinamarca. A tendência por lá é macho mijar sentado. Tudo começou com a exigência delas, virou norma em algumas freguesias e muitos bares adotaram a prática.

A nova postura nos impõe um humilhante distanciamento brechtiano em relação ao nosso confidente-mor: agora escondido, mergulhado no vaso, encoberto pela barriga, ele sente que perdeu o arrastado e cansativo debate sobre a pontaria. Ele abaixa a cabeça, num quase mergulho suicida, existencialista perdido diante do trunfo da nova moral burguesa do Politicamente Correto.

Que fazer?

Saltamos, leninistas, abestalhados a buscar uma solução para essa onda que deve varrer o mundo. Aqui em SP, a cidade proibidona, o Kassab não demora por implantar a tal moda.

Claro que se trata de mais uma novidade do chamado projeto internacional para tentar forjar o dito prospecto do macho sensível ou metrossexual. Claro. Conspiração explícita. Ora, outro dia admitíamos, no máximo, uma camadazinha de minâncora sobre uma espinha revoltosa. Hoje vejo íntegros camaradas se lambuzarem de Lancôme sem a menor cerimônia, com a maior cara lavada.

Claro que fizemos por onde ser derrotados nessa peleja. Foram décadas e mais décadas de reclamações. Erramos. Não levamos a sério os quesitos pontaria, tampa levantada etc. Zombamos da boa vontade daquelas que tanto lustraram o nosso chão de estrelas. Deu no que deu.

Mais uma derrota histórica, compadres, do macho-roots, o dito macho de raiz, o obsoleto macho-jurubeba!

Escrito por Xico Sá às 00h52

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O que querem as revistas femininas II

A gente conhece a mulher pela revista que ela lê. Nessa identidade está guardada todo seu seu segredo. É só ficar de olho na banca ou na portaria –caso das assinantes- para mapear o mulherio do bairro e do prédio. Mulher-Claudia, mulher-Criativa, mulher-Elle, mulher-Marie Claire.

É só ficar de tocaia e inverter a clássica pergunta freudiana: afinal, o que querem as revistas femininas?

As publicações do gênero muitas vezes nos assustam, amedrontam ou simplesmente nos afrouxam a mais irônica das gargalhadas. Sou viciado nelas. A patroa já não agüenta mais me ver fugindo com os seus almanaques para o banheiro.     

Aprendemos sempre alguns bons truques com estas sábias brochuras. Das balzacas em chamas da “Nova” às minas mais modernas da “Lola” e da TPM –Trip Para Mulheres.

Às vezes nem carece folheá-las, basta uma lida nas manchetes de capa sob o sol da banca.

Fico meio assombrado, por exemplo, quando vejo que descobriram uma nova posição para o sexo. Como se não bastassem as milhares de combinações do Kama Sutra e de todos os outros compêndios.

 Aí estamos falando da mulher-Nova. Confesso um certo medo diante desse tipo de fêmea. Elas têm mais fogo guardado nas entranhas do que todas as personagens de Almodóvar.

O vício das femininas. Chamadas: novos óleos eróticos, novos jogos para esquentar a cama,novos fetiches,vixe!, os mais poderosos cremes antirugas e anticelulites, barriga chapada em 15 dias etc etc.

Mas o que dá preguiça mesmo, só de pensar, são as exigências das novíssimas posições. Daquelas que dão câimbra só de vê o desenhozinho didático, tipo “faça você mesmo”, na página.

Houve um tempo que estas revistas eram bem menos atrevidas. Repare só nestas chamadas de capa das antigas:

“Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu  carinho e provas de afeto, sem questioná-lo.” (Revista Claudia, 1962).

“A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa”. (Jornal das Moças, 1965)

Tem mais, repare só que pérola:

“A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas”. (Jornal das Moças, 1959).

Nem o mais machista dos anúncios de cerva chegaria a tanto.

E o chauvinismo das redatoras _sim, a maioria era escrita por mulheres_ das antigas não ficava só na bebida. O pior vem ai:

“Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.” (Jornal das Moças, 1957).

Querem mais um  mandamento de fé? Então lá vai:

“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas”. (Jornal das Moças,1957).

E este aqui: “O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide - sempre!” (Revista Querida, 1953).

Agora, juro, vou encerrar, que assim já começou a virar galhofa, escárnio...  Essa última chamada de capa é de chorar:

“Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite espere-o linda, cheirosa e dócil.” (Jornal das Moças, 1958).

Chega!

Escrito por Xico Sá às 08h47

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Mulher é menos corrupta do que homem

"Que diferença da mulher o homem tem/Espere aí que eu vou dizer, meu bem." (Durval Vieira,gravação original de Jackson do Pandeiro,1984).

Se liga na epígrafe acima e simbora na reflexão proposta. A fêmea é mesmo menos corrupta que o macho em matéria administrativa?

Eu podia estar roubando de maneira mais explícita, na moita, todavia estou aqui, de novo, ainda a falar sobre o concurso do maior bandido vivo do Brasil –vide o resultado no post abaixo.

Não se trata de eleição rigorosa, como quase todas do exercício da cidadania virtual, essa bagunça, mas vale, como vale, só para variar, a xepa simbólica.

Sobretudo esse lance de dados: fêmea alguma foi apontada como corrupta ou bandida.

Ninguém se lembra da mulher, meu rapaz, quando o assunto é bandidagem, mesmo que bandidagem possa ser qualquer desvio, inclusive de caráter. É só checar a apuração promovida aqui pelo mochileiro desta blogosfera.

A maioria dos comentários -e votos de legítimo desabafo- levou em conta o conflito passional das últimas eleições. Donde temos Serra e o ex-presidente Lula em destaque. Dilma, porém, mulher, foi blindada. Lindo.

Até os mortos, moralmente proibidos de concorrerem no pleito, foram sufragados: ACM, Roberto Marinho etc. Sacanagem. Cliente morto não paga, como diz o titulo daquela comédia de erros.

Voltemos aos vivos e à questão que borbulha no cocoruto: mulher é mesmo menos corrupta, menos bandida? Acho que os votantes consideraram apenas a forma como as fêmeas lidam com a coisa pública, afinal de contas ninguém foi tão demonizado desde a maldita e bíblica maçã como o sexo feminino. Sei lá, achei um dado interessantíssimo, mesmo consciente do alcance e da validade do meu pobre levantamento.

Aliás, um oportuno recado aos que estão ameaçando processar o piloto deste blog. O concurso “O maior bandido vivo do Brasil” é uma ideia original do Oswald de Andrade e da sua mulher Pagú (na fotinha), aqui copiada 80 anos depois. O antropófago e a deusa libertária lançaram a enquete no seu jornal “O Homem do Povo”.

O que interessa compartilhar com vocês, bravos leitores, é essa questão da mulher, uma parada de gênero. A fêmea seria humanamente menos corrupta ou apenas teve menos oportunidade? Confesso, isso me intriga. Ao saudável debate ou à inevitável baixaria virtual, senhoras e senhores!

Escrito por Xico Sá às 00h26

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PERFIL

Xico Sá Xico Sá, 48, escritor e jornalista, colunista da Folha, é autor de “Chabadabadá – As Aventuras do Macho Perdido e da Fêmea que se Acha” e + 10 livros. Na TV, participa dos programas “Cartão Verde” (Cultura) e “Saia Justa” (GNT).


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